quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Artigo 1 -A Supervisão educacional e o currículo escolar

PÓS GRADUAÇÃO: GESTÃO E SUPERVISÃO EDUCACIONAL COM ENFASE EM POLITICAS PUBLICAS

A Supervisão educacional e o currículo escolar

Rosimeri Vieira Bujes
Resumo
Este artigo tem por objetivo apresentar a necessidade da reconstrução curricular nos anos iniciais do ensino fundamental e a importância do papel do supervisor educacional frente e incluso nesse processo que promoverá a melhoria das práticas docentes e consequentemente uma aprendizagem mais concreta e possibilitadora de conhecimentos transformadores.
Palavras-chave: currículo, supervisão educacional, reconstrução
Introdução
Para pensar em uma educação de qualidade é preciso rever nossos conceitos em educação e também nossas ações sobre ela.
A reelaboração e a construção do currículo nos reportam a um grande desafio, uma vez que muitos educadores sentem-se desmotivados ou até mesmo despreparados para esta reflexão.
Ao supervisor educacional cabe despertar nos docentes a importância dessa reflexão e reconstrução, uma vez que diagnosticada a defasagem curricular.
O supervisor e o currículo
O supervisor precisa estar ligado frente às transformações sociais e para tanto sua intervenção e participação no processo de reformulação curricular é imprescindível e tornará ainda mais efetivo o trabalho que apoia e fortalece não somente a aprendizagem do aluno, mas também a escola como um todo.
No referencial curricular de Lições do Rio Grande, Matemática e suas Tecnologias, afirma que “O currículo vem perdendo o sentido de instrumento para intervir e aperfeiçoar a gestão pedagógica da escola e a prática docente.” (LIÇÕES DO RIO GRANDE, p.11).
A construção coletiva favorece o sucesso da aplicação de qualquer projeto e se tratando de currículo a integração de diferentes ideias e conceitos conduzirão a uma unidade que firma um compromisso entre os envolvidos.
A presença do supervisor traz à reflexão curricular a visão da instituição que deve vincular e alinhavar a construção do currículo ao projeto político-pedagógico da escola este como fio condutor entre escola, aluno e aprendizagem.
Segundo a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) a educação brasileira é definida a partir da lei 9394/96 em seu título I, artigo 1º:
A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar, na convivência humana, no trabalho, nas instituições de ensino e pesquisa, nos movimentos sociais e organização da sociedade civil e nas manifestações culturais. (LDB, 1968:01).
Com isso, a escola não pode esquecer os alunos possuem uma história de vida, possui influências fora da escola, comportamento individualizado e uma bagagem de vida cultural específicos ao ambiente em que vivem, formando assim os elementos básicos pata a formação do currículo escolar.
Repensar o currículo, torna-se uma tarefa prioritária para o equilíbrio entre a realidade e o que almejamos para o futuro. Rever e refletir os significados das diferentes competências e habilidades que desejamos atingir, para não limitarmos por disciplinas e sim incluir situações em que os conteúdos aprendidos tornem possíveis as aquisições de reais conhecimentos.
Segundo Moreira e Silva:
O currículo há muito tempo deixou de ser apenas uma área meramente técnica, voltada para questões relativas a procedimentos, técnicas, métodos. Já se pode falar agora em uma tradição crítica do currículo, guiada por questões sociológicas, politicas, epistemológicas. (MOREIRA E SILVA, 1995, p.7).
Sendo assim, os objetivos dessa reconstrução curricular devem levar em conta as reais necessidades dos alunos, capacitando-os para a vida social e consequentemente para uma boa formação de cidadãos críticos.
Considerações finais
            É por esta razão que, a reforma curricular necessita ser entendida e detalhada para que se tenha a certeza do que e quando esperamos que os alunos aprendessem. O supervisor engajado neste processo possibilita ainda mais credibilidade aos docentes, incentivando-os e mantendo uma unidade instituição, estabelecem juntos objetivos e meios, garantindo uma avaliação mais precisa dos resultados alcançados através desta integração. Sendo assim, se faz necessário uma relação dialética entre todos da equipe proporcionando um bom relacionamento interpessoal e um bom espírito de liderança, capazes de legitimar a sua atuação e conquistar seu espaço, sempre em uma perspectiva crítico participativa.
            Embora sejam muitos os desafios a serem vencidos pelos supervisores escolares dentro de seu local de trabalho, mas é emergente que eles se afirmem enquanto profissionais da educação para que ajam ações que atenda toda comunidade escolar e que favoreça a participação de todos.


Referências:
BRASIL, "Lei nº 9.394, de 20.12.96,
Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional" In: Diário
Oficial da União, Ano CXXXIV, nº 248, de 23.12.96, pp.
27.833-27.841.
MOREIRA, A. F. B. SILVA, T.T. da (Org). Currículo, cultura e sociedade. 2. ed. São Paulo: Cortez, 1995.
Rio Grande do Sul. Secretaria de Estado da Educação. Departamento Pedagógico. Referenciais Curriculares do Estado do Rio Grande do Sul: Matemática e suas Tecnologias / Secretaria do Estado da Educação – Porto Alegre: SE/DP, 2009.

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