quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Artigo 4 - DESAFIO DA GESTÃO EDUCAIONAL HUMANIZADORA


Rosemeri Vieira Bujes


Faculdades Integradas Portal
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu em Gestão e Surpevisão Escolar com ênfase em Políticas
Teorias da Administração e Gestão Escolar
         


RESUMO

A escola urge a necessidade de se instituir uma gestão educacional humanizadora porque o ser humano é caracterizado pelos seus poderes, suas capacidades e seus projetos. Para tanto, é importante desenvolver uma gestão com maior participação da comunidade escolar nos processos decisórios da escola. Mas, para isso, há a necessidade de um gestor que saiba planejar, motivar, elogiar, dirigir, delegar e reconhecer.

Palavras-chave: Gestor; Necessidade; Participação


1 INTRODUÇÃO

  
Ao prestar maior atenção ao impacto da gestão participativa no trabalho da escola, é possível afirmar que o diretor sozinho não soluciona todos os problemas e necessidades relativas à sua escola. A complexidade do processo do ensino vai depender do apoio, da ação coletiva e espírito de equipe, que vem acarretar num grande desafio a gestão educacional.


2 DESAFIOS DA GESTÃO EDUCACIONAL HUMANIZADORA
Ser gestor de uma escola pública, nos dias de hoje não é uma tarefa muito fácil, pois tem sido considerado como um burocrata a serviço das cúpulas administrativas.
 Na educação, gestão significa mobilizar pessoas e recursos para atender exigências que passam pela mão do diretor. Portanto, fica imprescindível uma escola que apresente características mínimas de organização. Uma escola bem organizada e dirigida cria condições favoráveis ao processo ensino-aprendizagem, pois a comunidade escolar espera encontrar na escola condições dignas de atendimento e, racionalidade e transparência no uso dos recursos financeiros.
 Para Libâneo (2003), as escolas são organizações onde os seres humanos interagem para a formação humana de seus semelhantes. Para que as escolas funcionem é necessário que o gestor tenha a capacidade de tomar decisões e de assumir o controle delas, ocorrendo, desta forma, a gestão.
 E mais:

[...] O estudo de organização e de gestão denominado democrático-participativo acentua tanto a necessidade de estabelecer objetivos e metas quanto a de prever formas organizativas e procedimentos mais explícitos de gestão e de articulação das relações humanas. A organização torna-se um agrupamento humano formados por interações entre pessoas com cargos diferentes, especialidades distintas e histórias de vida singulares que, entretanto, compartilham objetivos comuns e decidem, de forma pública, participativa e solidária, os processos e os meios de conquista desses objetivos (LIBÂNEO, 2003, p.382).

Por meio desse estilo de gestão, a educação pode ser exercida em sua totalidade. Para tanto, os gestores devem mediar as inter-relações e interações para que ocorra um processo de ensino-aprendizagem de qualidade, no qual todos terão voz e vez.
 Na participação da comunidade na escola, é preciso levar em conta a dimensão em que o modo de pensar e de agir das pessoas que aí atuam facilita/incentiva ou dificulta/impede a participação dos usuários. Torna-se importante que se considere tanto a visão da escola a respeito da comunidade quanto a sua postura da própria participação popular.
 A escola não pode ser tomada como uma grande família, visto que ela é um campo de tensão e apresenta vários conflitos, que precisam se considerados. Por isto, o gestor tem que ser o mediador dentro deste emaranhado que se torna a escola.
 Para uma gestão democrática, é preciso que a escola saiba trabalhar em equipe, e, para isso, é necessário que o gestor conheça bem o ambiente escolar (alunos, professores e comunidade), para que consiga delegar tarefas e ter bem claro os objetivos que se almejam pra esta gestão.
 Por este ponto de vista, o que um gestor educacional mais necessita para tornar uma gestão democrática e humanizadora, são duas competências básicas: liderança e coordenação. Destas habilidades depende a direção das potencialidades humanas em favor do processo educativo. Ao menos, são essas as características que se deseja encontrar em um gestor educacional.
 3 CONCLUSÃO
                  Falar em gestão democrática é acreditar em uma educação social, em uma escola construída a partir da ação coletiva. A partir dessa administração será possível desenvolver e vivenciar a democracia.
Dessa forma, buscar a gestão democrática requer conquistar a própria autonomia escolar. Sua trajetória traz a descentralização, o crescimento profissional e a valorização escolar, da comunidade e consequentemente do gestor e da equipe que esta envolvida no processo. Portanto, só assim o gestor não cairá no risco de ações pragmáticas e tecnicistas, mas proverá as inter-relações, compreenderá as diferenças e priorizará sempre o bem-comum.
É importante que o diretor tenha absoluta convicção da sua responsabilidade, estando, pois, aptos a novos e constantes desafios sendo o sujeito vigilante e atuante na promoção de momentos de reflexão, estando aberto diálogo e, principalmente procurando estabelecer um conjunto de metas factíveis com a participação dos envolvidos para que a educação de fato qualitativa, humanizadora, reflexiva e formadora.

4 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 LIBÂNEO, José Carlos. Organização e Gestão Escolar: teoria e prática. 5ª ed. Goiânia: Alternativa, 2004.

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